Três semanas atrás quebrei o dedo do pé. Uma bobeira. Uma topada. E nada grave. Uma fratura e pronto. E essa pequena pedra no caminho – quebrar o dedo mindinho, menor impossível – se mostrou um inconveniente surpreendente. O desequilíbrio provocado pela impossibilidade de usar uma parte do pé pra se apoiar é real, concreto, e também mental. Subitamente, é preciso rearranjar pequenas e grandes ações cotidianas, aquelas sobre as quais nem se reflete – como mudar de posição na cama ou calçar os chinelos. Agora, todas as ações motoras levam em conta esse toquinho no canto do pé. É preciso que outros façam por mim coisas até então dadas como banais, como apertar o pedal da embreagem do carro. De maneira compulsória, o cotidiano ficou mais zen e mindful, com as atenções plenamente voltadas pra cada ação. É bom e ruim. Nem bom nem ruim.
Para continuar lendo, veja a coluna no site Outras Palavras.
Ótimo!!!
Em 20 de abr de 2017 9:36 PM, “I once met a girl…” escreveu:
> mariabitarello posted: ” Três semanas atrás quebrei o dedo do pé. Uma > bobeira. Uma topada. E nada grave. Uma fratura e pronto. E essa pequena > pedra no caminho – quebrar o dedo mindinho, menor impossível – se mostrou > um inconveniente surpreendente. O desequilíbrio provocado pe” >
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