Dois escritos para voltar ao Sertão

É com muito prazer que anuncio os dois novos lançamentos de La Petite Ferme, editora caseira de guerrilha nascida em 2014.

Livro em formato impresso, versão pocket, com projeto gráfico da autora.

Lançamento dos dois livros de Lia Rezende Domingues no dia 19 de dezembro de 2020: Minha vida com Tê: estudos genealógicos e Abro-te meus caminhos: contos-diários do meu primeiro sertão da caatinga.

Livro em formato digital + audiobook, com produção musical de Igor Visentin.

Sobre os livros:

Edição:
Maria Bitarello
Consultoria editorial: Ulisses Belleigoli
Revisão: Paula Martins Costa
Projeto Gráfico: Lia Rezende Domingues
Produção Musical do audiobook:
Igor Visentin
Voz: Lia Rezende Domingues
Editora: La Petite Ferme

Lia Rezende Domingues, autora dos livros (Foto: Maria Gabriela Matos)

Lia Rezende Domingues é jornalista (Universidade Federal de Juiz de Fora) e designer ecológica (Gaia Education). Trabalhou com comunidades tradicionais, economia popular solidária, a Embrapa e o ICMBio. Peregrina dos sertões, escreve desde pequena. Abro-te meus caminhos: contos-diários do meu primeiro sertão da caatinga e Minha vida com Tê: estudos genealógicos são seus dois primeiros livros.

Consolidando a Agricultura Familiar

Coordenadores da cartilha: Emilie Coudel, Stéphanie Nasuti, Mariana Piva, Beatriz Abreu, Danielle Wagner, Ricardo Folhes.
Apoio científico: Romero Gomes (mapas), Valéria Fechine (estatísticas).
Pesquisadores comunitários: Adriele Gomes, Antônio Lima, Antônio Silva, Camila dos Santos, Darleilson Macedo, Damião dos Santos, Delcilene Caldas, Diana Santos, Edno Fernandes, Elielson Santos, Erica Silva, Franciele dos Santos, Franciney Leal, Francisco Correa Filho, Gabriel Dos Reis, Gilmara Mota, Jefferson Silva, Maelson Dos Reis, Maurenice Paz, Osmar Azevedo, Sávio Araújo.

Edição do texto: Maria Bitarello e Thiago Medaglia (Ambiental Media).
Design: Alessandro Meiguins, Marcos de Lima e Giovana Castro (Shake Design).
Ilustrações: Filipe Almeida (@estudiodumundo).

Para mais informações sobre o observatório Odisseia, consulte: inct-odisseia.i3gs.org.

Iya Shango

Todo tempo é susceptível de virar um tempo sagrado;
a todo momento, a duração pode ser transmudada em eternidade.

In illo tempore, nos tempos míticos, tudo era possível.
Mircea Eliade

A repetição do cotidiano, massacrante a princípio, sublima, pelo cansaço, seus agentes. Gestos e saudações que repetem, ao infinito, o ato criador, a origem da aldeia, da tribo, do mundo. Aldeia: centro do mundo. No ato de cozinhar, de cantar, de reverenciar está sempre, por detrás, o gesto original e criador: o gesto mesmo do divino, que se atualiza no presente através do homem, trazendo o tempo sagrado, o tempo do mito para o tempo profano a qualquer momento, sem aviso, sem censura. Não é só no rito que o tempo sagrado se regenera, mas todos os dias, de novo, e de novo, e de novo.

A série integral saiu na Revista Philos (aqui).
(Rio de Janeiro, Novembro 2020, quarentena de Covid19)

A alegria é subversiva

No dia 5 de agosto de 2018, um ato em defesa do Parque do Bixiga começou no vão do MASP, na Avenida Paulista, em São Paulo, e dali desceu pelas ruas do Bixiga até o Teatro Oficina e o último chão de terra livre do centro de Sampã. Rio-mar, público-atuador, festa na rua, bloco Tarado Ni Você, entidades do teatro, Zé Celso e demarcação de terra sagrada.

A série integral saiu na Revista Philos (aqui).
(Rio de Janeiro, Setembro 2020, quarentena de Covid19)

Cortina de Fumaça

O fogo e o desmatamento estão intrinsecamente relacionados na Amazônia. Em reportagem especial produzida pela Ambiental Media com apoio do Rainforest Journalism Fund, em parceria com o Pulitzer Center, mostramos a forte relação que existe entre esses dois fenômenos, o que torna o desmatamento o principal fator para o aumento dos focos de calor na Amazônia em 2019 e 2020.

Para corroborar essa indissociação, apresentamos mapas interativos, elaborados a partir da análise de dados sobre desmatamento e queimadas nos últimos anos, e também explicamos os diferentes tipos de fogo que ocorrem na Amazônia, cada um com causas, consequências e soluções próprias.

Na plataforma Cortina de Fumaça, texto, fotos, ilustrações e visualização de dados se combinam numa narrativa multimídia para revelar que, tal qual fogo e desmatamento, o futuro da floresta mais biodiversa do planeta e o da humanidade estão atrelados.

*FOTO: Flavio Forner/ Ambiental Media.

Entre aqui pra ler a reportagem completa.
Full story here, in English.

David Alan Harvey vai à praia

Na sexta-feira 13 que antecedeu o carnaval desse ano [2015], passei uma tarde com o fotógrafo David Alan Harvey na praia, no Rio de Janeiro. O que segue abaixo são fotos feitas nesse dia e algumas perguntas respondidas por ele.


A entrevista e a série integrais saíram na Revista Philos (aqui).
(Rio de Janeiro, Setembro 2020, quarentena de Covid19)

Mogol, o ninho da raposa amarela

Na seção de artes visuais da Philos, apresentamos a mostra fotográfica “Mogol: o ninho da raposa amarela”, pelas lentes de Maria Bitarello.

A 33km de Ibitipoca, em Minas, está o arraial do Mogol. Antigamente, 15 casas eram habitadas, havia um bar. Hoje, 9 casas ainda abrigam famílias. A escola fechou. A igreja está de pé. Ela guarda as imagens dos santos que sobreviveram à queda da capela que havia no alto do Pico do Pião, dentro do Parque Estadual do Ibitipoca.

Uma vez por mês, um médico visita o arraial. Pra fazer compras, as famílias esperam o ônibus para Lima Duarte, que sobe a cada 15 dias. Os habitantes do Mogol têm um sotaque próprio; cantado. Gostoso que só. “Aqui é o ninho da raposa amarela”, diz Rita.

Os personagens dessa mostra são Lucinha, Rita e José, Dona Maria (do pão de canela de Ibitipoca) e Josué da cachaça Fortes. Todos os registros foram feitos com uma Canon AE-1/Negativo Kodak Portra 400.

A série integral saiu na Revista Philos (aqui).
(Rio de Janeiro, Julho 2020, quarentena de Covid19)