Pré-venda de VERMELHO-TERRA

Já passamos da metade da campanha de financiamento coletivo para a publicação do meu novo livro, Vermelho-terra! Para participar, visite nossa Benfeitoria, escolha sua recompensa e faça uma colaboração! O livro – ou os livros – chegarão via correios até você, com dedicatória e tudo, assim que tudo estiver pronto, em julho!

Essa campanha viabiliza a publicação do livro que traz textos e fotos a partir de uma viagem a campo feita a Ketu, no Benim, e funciona também como pré-venda, pois não será possível a realização de um lançamento presencial, diante da realidade imposta pelo isolamento social.

Então fica aqui o convite pra você conhecer o projeto!

Assista ao vídeo, mande para os amigos e espíritos afins e se junte a nós nessa empreitada pela sobrevivência da cultura brasileira em tempos de caos!

Axé!

Amor!

Humor!

Vermelho-terra

Alou Brazyl, alou mundo!!! 📙 🤓 📸

Está aberta a campanha de financiamento coletivo pra publicação do meu próximo livro: VERMELHO-TERRA

Livro com textos e fotos que segue os passos da tradição da literatura de viagem a partir de minha ida a campo no Benim, em 2009.

A campanha é uma pré-venda do livro.
E por isso estou aqui!

A primeira meta da campanha é TUDO OU NADA. Precisamos alcançá-la. Com isso, garantimos que vai ter livro! Oba! E como não dá pra ter lançamento, ela também garante que você receba seu livro em casa pelos correios!

Te convido a olhar a campanha,
pensar na melhor forma de contribuir,

e, sim, por favor:
compartilhe com pessoas próximas que tenham a ver com esse projeto!

Entre para comprar o seu e saber mais!
benfeitoria.com/vermelhoterra

Texto e fotos de Maria Bitarello
Edição de Ulisses Belleigoli
Projeto gráfico de Lia Rezende Domingues

#financiamentocoletivo#benfeitoria#literaturabrasileira#literaturadeviagem#benim#ketu#ketou
#fotografiaanalogica#35mm#livronovo#mariabitarello#lapetiteferme#culturabrasileira#resistecultura

Das Paredes

VEM AÍ!
Das Paredes: as mulheres, as aventuras e angústias de tijolo em 6 lives.

Mistura de teatro, música, poesia e cinema, o espetáculo Das Paredes está em processo de criação. Interrompido com o começo da pandemia, o trabalho estrearia em maio de 2020, justamente quando chegou a notícia de que teatros e salas de espetáculo ficariam fechados. Agora, quase um ano depois, o projeto para a viabilização da peça foi contemplado pela Lei Aldir Blanc do Estado de São Paulo, no Proac Lab.

A equipe é formada só por mulheres. São as tijolAs-protagonistas, que atuam em cena e nos bastidores, e discutem que paredes são essas, e como derrubá-las.

São elas:
Bia Fonseca (produção)
Brenda Amaral (comunicação)
Cecília Lucchesi (audiovisual e produção gráfica)
Chiris Gomes (música e atuação)
Cris Cortilio (arquitetura cênica)
Gabriela Campos (figurino)
Letícia Coura (direção, música e atuação)
Lúcia Galvão (iluminação)
Maria Bitarello (música e comunicação)
Nana Carneiro da Cunha (música e atuação)
Tetê Purezempla (música e atuação)

Mas de que paredes estamos falando?
Das Paredes que já vieram prontas, das que criamos todos os dias, das que constroem para nós e por nós.

VEM VER QUE TÁ LINDO!

📲TEMPORADA:

15 e 16/03 (segunda e terça), 20h
22 e 23/03 (segunda e terça), 20h
29 e 30/03 (segunda e terça), 20h

🎫Os ingressos são gratuitos, basta reservar o seu em: sympla.com.br/dasparedes

Siga a gente nas redes sociais:
INSTAGRAM FACEBOOK

teatro #música #artescenicas #cultura #espetaculoaovivo #live #teatrobrasileiro #mulheresartistas #arte #culturabrasileira #culturapresente #mulherartista #womeninarts #art #estreia #makingof #ensaio #teatrosp #guiacultural #agendacultural #destaquedeteatro #guiaculturalsp #temporadateatral #programacaoculturalsp #teatrodigital

O encantamento dos caminhos de Lia, por Letícia Coura

Outro dia ouvi de um historiador que o contrário da vida não é a morte, que traz o mistério e nossa maior transformação rumo ao desconhecido. O contrário da vida é a perda do Encantamento. Partindo dessa imagem, ideia, princípio, lógica, Lia já pode pensar em viver para sempre a partir de seus escritos. Tudo ali é Encantamento, a começar pelos nomes das personagens com que ela vai cruzando pelo Caminho, na verdade a grande personagem de seus diários. O Caminho da transformação, o fim de um ciclo pra começar uma nova vida, um Caminho de iniciação. Entrar na vida adulta? Se recuperar de um coração partido, de ilusões perdidas, e descobrir o porquê de estar aqui, ou quem sabe um grande objetivo pra vida? Ou apenas se abrir para o Encantamento dessa mesma vida, que esse sim, a acompanhará por todo o Caminho pela frente.


Leia a resenha completa de Letícia Coura na Revista Philos

“Abro-te meus caminhos: contos-diários do meu primeiro sertão da caatinga”,
de Lia Rezende Domingues, saiu em 2020 pela La Petite Ferme.

ABRO-TE MEUS CAMINHOS

Resenha de Yago de Bem para o livro “Abro-te meus caminhos: contos-diários do meu primeiro sertão da caatinga”, de Lia Rezende Domingues, que saiu no fim de 2020 pela La Petite Ferme.

Começo este texto estabelecendo que: escrever sobre os manuscritos de memórias de outrem é tarefa complicada. Não há, nesse caso, critérios a serem considerados e julgados como enredo, desenvolvimento de personagens e desfecho. Não há estória; apenas história, e essa não se avalia, se aprecia. Por isso, é importante que saibam todos que li e ouvi “Abro-te Meus Caminhos” com os olhos de uma pessoa que já correu distância imensa, mas para quem o sertão parece mundo de ficção.

De início, acho importante destacar que Lia tem uma escrita única, que, arrisco-me, reflete muito sua própria oralidade, com escolhas muito peculiares, mas muito bem colocadas, de construção e vocábulos. Sua característica que mais me marca e que mais aprecio é quando, na escrita – fora do campo da fala –, Lia faz usos muitos interessantes da caixa alta, quebrando normas explícitas com liberdade quase saramaguiana. Esse estilo em nada afeta o ritmo do texto, mas traz novos significados e não pode ser percebido pela narração uma vez que é inerente ao papel.

Sobre suas memórias, já havia ouvido parte dos relatos e me abstive atônito, sem encontrar comentários a fazer diante de história que achei tão grandiosa. Ler seus escritos é tarefa muito prazerosa: os relatos são lindos e a escrita é gostosa. Para além, me contradigo em partes para dizer que, apesar do caráter bibliográfico e epistolar desses escritos, há, sim, desenvolvimento de personagem: Jaguar. Lia desenvolve ao longo de seus escritos a construção de seu relacionamento com a senhora sertaneja e o amor que se desabrocha; saímos de “minha mineirinha”, passamos por “filha” e desaguamos em emocionada despedida.

Julgo relevante, no entanto, tecer comentários sobre aquilo de que senti falta. Apesar de termos relatos das dificuldades do sertão como falta de água encanada e abuso do mercado financeiro, não há qualquer comentário sobre o que se passa. Aqui, entramos em âmbito muito pessoal, mas sou dos jovens que acreditam na necessidade de recortes específicos. Lia talvez não tenha nesse ponto o seu interesse, deixando explícito em certo momento de seu escrito que não queria se “comprometer com assuntos tão complexos”. Não é, de forma alguma, demérito, mas quando se é fã da literatura Jorge Amado e suas denúncias, sente-se falta desse viés.

Lia nos entrega um texto com muita sensibilidade, Verdade e Coração (com letra maiúscula, perceba) e não se intimida que a acompanhemos em suas mais diversas jornadas. A mineirinha relata sua trajetória com muita deferência e muito carinho, e não hesita em desnudar momentos de dúvidas e de necessidade de se reenergizar para voltar àquela terra que não a pariu. Ao fim e ao cabo, é um texto muito sobre descobertas, primeiras-vezes e espiritualidade aflorada. Caminho que vale a pena ser lido, compartilhado e trilhado. “Volta pra Terra, Fia”.  

                                                                                 yago de bem

                                                                                                            17/01/2021

Iya Shango

Todo tempo é susceptível de virar um tempo sagrado;
a todo momento, a duração pode ser transmudada em eternidade.

In illo tempore, nos tempos míticos, tudo era possível.
Mircea Eliade

A repetição do cotidiano, massacrante a princípio, sublima, pelo cansaço, seus agentes. Gestos e saudações que repetem, ao infinito, o ato criador, a origem da aldeia, da tribo, do mundo. Aldeia: centro do mundo. No ato de cozinhar, de cantar, de reverenciar está sempre, por detrás, o gesto original e criador: o gesto mesmo do divino, que se atualiza no presente através do homem, trazendo o tempo sagrado, o tempo do mito para o tempo profano a qualquer momento, sem aviso, sem censura. Não é só no rito que o tempo sagrado se regenera, mas todos os dias, de novo, e de novo, e de novo.

A série integral saiu na Revista Philos (aqui).
(Rio de Janeiro, Novembro 2020, quarentena de Covid19)

David Alan Harvey vai à praia

Na sexta-feira 13 que antecedeu o carnaval desse ano [2015], passei uma tarde com o fotógrafo David Alan Harvey na praia, no Rio de Janeiro. O que segue abaixo são fotos feitas nesse dia e algumas perguntas respondidas por ele.


A entrevista e a série integrais saíram na Revista Philos (aqui).
(Rio de Janeiro, Setembro 2020, quarentena de Covid19)

Mogol, o ninho da raposa amarela

Na seção de artes visuais da Philos, apresentamos a mostra fotográfica “Mogol: o ninho da raposa amarela”, pelas lentes de Maria Bitarello.

A 33km de Ibitipoca, em Minas, está o arraial do Mogol. Antigamente, 15 casas eram habitadas, havia um bar. Hoje, 9 casas ainda abrigam famílias. A escola fechou. A igreja está de pé. Ela guarda as imagens dos santos que sobreviveram à queda da capela que havia no alto do Pico do Pião, dentro do Parque Estadual do Ibitipoca.

Uma vez por mês, um médico visita o arraial. Pra fazer compras, as famílias esperam o ônibus para Lima Duarte, que sobe a cada 15 dias. Os habitantes do Mogol têm um sotaque próprio; cantado. Gostoso que só. “Aqui é o ninho da raposa amarela”, diz Rita.

Os personagens dessa mostra são Lucinha, Rita e José, Dona Maria (do pão de canela de Ibitipoca) e Josué da cachaça Fortes. Todos os registros foram feitos com uma Canon AE-1/Negativo Kodak Portra 400.

A série integral saiu na Revista Philos (aqui).
(Rio de Janeiro, Julho 2020, quarentena de Covid19)