Uma mulher, Dot Fisher-Smith

Semana passada fui à ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) na Av. Paulista e fotografei algumas mulheres dali, uma ideia que venho trabalhando (falei sobre isso nesse texto). Uma delas, que não quis ter sua foto tirada, me perguntou porque eu só fotografava mulheres. Respondi que os homens já ocupam muito espaço, em todas as esferas. Ela esboçou um princípio de sorriso, triste. “É. Quem toca a vida são as mulheres mesmo”. Concordei com a cabeça e imediatamente lembrei-me do que me disseram certa vez: “você só pode ter sido criada por um matriarcado. Tem uma força aí que é do feminino”.

Para continuar lendo, veja a coluna no site Outras Palavras.

Mogol, o ninho da raposa amarela

A 33km de Ibitipoca, em Minas, está o arraial do Mogol. Antigamente, 15 casas eram habitadas, havia um bar. Hoje, 9 casas ainda abrigam famílias. A escola fechou. A igreja está de pé. Ela guarda as imagens dos santos que sobreviveram à queda da capela que havia no alto do Pico do Pião, dentro do Parque Estadual do Ibitipoca.

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Lucinha no alto do arraial com carro da Sauá Turismo

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Casa 1

As casas vazias continuam lá.

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Casa 2

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Lucinha

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Mogol de cima

Uma vez por mês, um médico visita o arraial. Pra fazer compras, as famílias esperam o ônibus para Lima Duarte, que sobe a cada 15 dias.

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Arraial sob a cruz

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Vista do alto

Os habitantes do Mogol têm um sotaque próprio; cantado. Gostoso que só.

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Lucinha

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Santos quebrados ao pé da cruz

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Nós que aqui estamos por vós esperamos

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Lucinha e o cemitério

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Casa 3

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Casas

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Cão e casa

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Casa 4

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Rita e Lucinha

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Casa 5

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Casa 6

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Igreja e casa da Rita e do José

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Rita na cozinha de casa

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Café com queijo na cozinha da casa da Rita

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Gabriel e Rita na cozinha da casa dela

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Vista da cozinha da casa da Rita

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Rita

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José

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Rita

Rita mudou-se pra lá há 37 anos, quando se casou com José.

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Rita e José

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José e Rita

“Aqui é o ninho da raposa amarela”, diz Rita.

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Mogol lá embaixo

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Árvore atingida por raio

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Mogol lá embaixo de novo

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Árvore atingida pelo raio revive

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Areal e mar de morros

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Árvore, ninho, paredão e areal

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Dona Maria do pão de canela / Ibitipoca

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Josué da cachaça Fortes moendo cana / Ibitipoca

Photos by Maria Bitarello
Canon AE-1 / Kodak Portra 400
Mogol / Ibitipoca MG – 2016

O rapto da Pau-Brasil

Fiquei confusa ao ver a vaga vazia, mas logo me recompus: não parei nessa rua. Peraí! Parei, sim. Aqui na esquina. Agora lembrei. Já era bem tarde quando estacionei. Paro com frequência nessa rua, e quase sempre é nesse local, que é o único livre na madrugada. Putz! Roubaram meu carro! Só pode. Não seria a primeira vez. Esse sentimento de vazio eu conheço. Ah, tem um policial ali, que sorte! Vou falar com ele. Só que já tem um cara meio revoltado falando com ele. Que estranho. Parece que o carro dele também sumiu. Ele está cheio de ira. Melhor eu esperar aqui no canto. Curioso. Não tem nenhum carro parado na rua. Justo aqui, nessa travessa tão residencial da Vila Madalena, a um quarteirão da minha casa. É estacionamento de moradores do bairro, a maioria de nós sem garagem. Olha, lá no fim do rua, quantos policiais. Devem ter mais de 20. E esses cavaletes bloqueando passagem. Deve ser por causa do carnaval de rua.

“Essa placa não estava aqui ontem. Você está vendo os entulhos ao lado do poste aqui no chão? Ela foi colocada essa noite. Eu moro aqui há 10 anos. Tô te falando que essa placa não existia até ontem”, meu vizinho, desconhecido até aquele momento, esbraveja. Eu interrompo a conversa, timidamente. “Meu carro sumiu”. “Aí, tá vendo? Nem se a gente tivesse combinado! Não foi só você, amiga. O meu também”, o vizinho lamenta, rosto vermelho de raiva, tentando uma aproximação entre vítimas, mas com tanta agressividade que a manobra passa quase despercebida. “Roubaram?”, eu arrisco. “Roubaram nada”, ele retruca rapidamente, olhando com acusação para os dois policiais que estão conosco, “Guincharam!”. “Não fomos nós, a CET que deve ter levado”, explica um dos PMs. “Guincharam a rua inteira?”, pergunto, incrédula. “A rua i-n-t-e-i-r-a”, reforça o vizinho, já descabelado de desgosto.

Paro por alguns segundos. Talvez 10. “Bem, então não há muito o que fazer aqui. Obrigada. Vou ligar pra CET”, e viro-me pra deixar a rua. “Como você pode ficar calma assim?”, me ataca o vizinho, agora deixando de lado essa de vítimas-unidas-jamais-serão-vencidas e já me vendo como inimiga. “Ué, o carro já foi guinchado. Essa é a situação atual. Eu estou atrasada, preciso ir. Agora só resolvendo o problema mesmo. É o que vou fazer. Boa sorte”, me despeço já andando em uma direção enquanto ele marcha na outra. Vou chegar atrasada no ensaio, preciso ver como vou para o teatro, ligar pra CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), minha amiga me espera pra decidirmos algo ali no meio de rua… Mas mal dou dois passos, nem chego à esquina, quando sinto aquele arrepio no couro cabeludo e um salto na batida do coração: dentro do meu carro havia 35 mudas de Pau-Brasil. Como pude me esquecer disso? Uma florestinha sobre rodas. Cada muda tem 1m de altura e, juntas, elas ocupam toda a parte de trás do carro, deixando livres, apenas, os bancos da frente. Elas já estavam lá dentro desde a noite anterior, em breve começariam a morrer.

E por que é que havia 35 mudas de Pau-Brasil no meu carro?, seria a pergunta lógica a se fazer nesse ponto da narrativa. Porque na noite anterior ao guinchamento eu e a amiga, que agora acompanhava meu drama automotivo, havíamos ido ao mercado da Ceagesp, na Marginal Pinheiros. Era minha segunda vez lá. Um local famoso de São Paulo e nem tão longe da minha casa, mas razões pra que eu ali fosse nunca haviam se apresentado até então. Até que se apresentaram: a aquisição dessa tropa de mudas. A primeira ida ao mercado fora pra pesquisar; a segunda, pra buscá-las. E qual não foi minha surpresa, ambas as vezes, quando ao lá chegar me deparei com uma animada multidão.

A Feira de Flores ocorre às terças e sextas, da meia-noite às 8h30. Um horário compatível com a rotina de quem vive da compra e venda de plantas. Eu, do cume de minha ignorância, não podia imaginar o tamanho da feira e a quantidade de pessoas que ali se reúnem na madruga pra comprar produtos botânicos. Começando pela fila de carros na entrada. Depois, box após box, caminhão após caminhão, quase um campo de futebol de mercadores de flores e tantas outras plantas. Barraquinhas de churros, pastel frito, milho verde, empada, tapioca; venda de cerveja, suco, garapa, água de coco. Famílias às compras, jovens mercadores, velhos vendedores, casais, adolescentes entediados e até bichos de estimação. Recomendo uma ida à Feira. É uma dessas experiências pitorescas de São Paulo.

Fim da digressão. No ato da compra, o vendedor, Dioni – com o qual já havia trocado alguns telefonemas pra combinar a transação –, me garantiu que as mudas ficariam bem dentro do carro até a tarde seguinte, quando teria que levá-las ao Teatro Oficina. Um carregador levou-as em uma carrocinha até meu carro, parado lá longe no estacionamento 7 da Ceagesp. Ligeiro das pernas curtas, o carregador era bem mais baixo do que eu e levava todas as mudas no muque, mas me deixou comendo poeira. Tive que dar pequenas corridinhas pra alcançá-lo. Uma vez no carro, baixamos os bancos traseiros e enchemos tudo com as 35 arvorezinhas. Era uma paisagem bonita de se ver. Tanto verde. O carro deu até uma arriada na traseira. Saí de lá feliz com a aquisição. Feliz por ter conhecido esse mundo da madrugada, até então absolutamente desconhecido por mim. Feliz em pensar nos novos lares que as mudas teriam a partir da semana seguinte. Cansada, porém em paz. Chegando em casa, estacionei ali perto e não voltei a ver o carro até o momento da pegadinha pregada pela CET.

Por que pegadinha? Porque, de fato, meu vizinho cheio de ira tinha razão. Quando estacionei o carro, tudo parecia como de costume. Eu já havia parado ali incontáveis vezes sem nenhum problema. E, convenhamos, se a CET guinchou toda uma rua de carros, é bastante provável que tenha havido um erro de comunicação por parte deles, pois 15 carros pararem ilegalmente na mesma rua deve ser uma anomalia, até mesmo no trânsito alucinado de São Paulo. Além disso, como bem apontou o vizinho, na noite anterior não havia a placa de Proibido Estacionar – e nem nos 4 anos anteriores, desde que resido no bairro. De fato, era uma semana antes do carnaval, e já estávamos dentro da programação do carnaval de rua organizado pela prefeitura de São Paulo. Havia uma programação intensa da qual nós (no Teatro Oficina) faríamos inclusive parte. Mas a CET falhou em avisar, de véspera, que no dia seguinte um bloco passaria pela rua em questão e que, portanto, não seria permitido estacionar. Se os cavaletes que vi após o guinchamento estivessem lá quando eu cheguei à noite, naturalmente teria estacionado alhures. Até porque a rua estaria bloqueada pra entrada de carros. Mas foi não foi nada disso que aconteceu. Os cavaletes não estavam lá, nem a placa. E no dia seguinte, nem o carro. Consequentemente, as mudas tampouco.

Infográfico: entenda o conflito. As mudas foram adquiridas com o dinheiro de muitas pessoas. Não eram minhas. O Bloco Pau-Brasil – uma ideia levada adiante pelo Teatro Oficina e pela Universidade Antropófaga – integrou a programação oficial do carnaval de rua da cidade. Pra viabilizar nosso bloco, criamos uma Vakinha, um dos métodos de financiamento coletivo disponíveis hoje na internet, e uma das recompensas previstas, dependendo do valor doado, era uma muda de Pau-Brasil. Então dá pra entender a situação. Todas as mudas, de todos esses colaboradores virtuais, estavam presas no pátio da CET, dentro do meu carro, em potencial asfixia.

Detalhes importantes ainda não revelados: a descoberta da ausência do carro se deu pouco antes das 18h de uma sexta-feira. Quando liguei pra CET, minutos após a despedida do vizinho irado, a pessoa que me atendeu me informou que: 1) eu teria que ir ao Detran na Avenida do Estado (Metrô Armênia) liberar o carro; 2) isso só poderia ser feito na segunda-feira, em horário comercial; 3) pra isso precisaria pagar a multa/diária/custo do guincho de R$ 800 (e cada dia a mais implicaria no aumento desse valor; 4) só o proprietário do veículo poderia fazer isso, em pessoa; 5) depois, com o documento de liberação em mãos, teria de ir ao pátio da CET recuperar o carro, na Marginal; e 6) se eu tivesse pertences que precisassem ser retirados de lá antes disso, poderia ir ao pátio pra fazê-lo em qualquer momento.

Questões que me coloquei: não sou a proprietária. O carro é da minha avó, que tem quase 87 anos e mora em Minas Gerais, a 500 km de São Paulo. Pra que eu pudesse retirar o carro de lá sem pagar uma multa mais assombrosa e sem obrigá-la a vir até São Paulo, ela precisaria me enviar uma procuração feita em cartório na segunda cedo, me concedendo plenos poderes sobre o carro, pra na sequência enviá-la por sedex 10, a fim de que chegasse aqui na terça e eu pudesse, nesse mesmo dia, passar pela sabatina Detran/Pátio da CET. Tudo bem, faria isso. Não havia alternativa. E, honestamente, quanto aos R$ 800, pensei: o que é um peidinho pra que está todo cagado? Uma semana antes, meu laptop havia perecido subitamente e, após avaliação técnica, descobri, com desânimo, que a placa mãe havia queimado. Conserto: R$ 2.400. A multa da CET era só aquela torção final no punhal que já atravessava meu coração (e meu bolso) até o talo. Só pra eu gemer um pouquinho de dor.

Por sorte – em meio a uma maré de azar – minha mãe estava em São Paulo naquele final de semana. Não por acaso: o rapto das mudas de Pau-Brasil aconteceu na véspera da saída do bloco, quando eu saía de casa pra depositar as mudas no Teatro e me juntar ao resto dos integrantes para nosso último ensaio aberto. E ela estava aqui pra sair conosco em cortejo pelas ruas do Bixiga. Então eu usaria o carro dela pra fazer o corre resgate-das-mudas-no-pátio-da-CET/Teatro Oficina. E dado o dia e o horário, era sabido e notório que momentos de imobilidade expressiva me aguardavam nas marginais. Desliguei com a CET e, com minha amiga, fui pro pátio.

Duas marginais depois, perto da Freguesia do Ó, chegamos a um local praticamente deserto onde havia um carro incendiado. Vou me informar. “Seu carro foi levado pela PM ou pela CET?”. “CET”. “Então não é aqui, é lá no Jaguaré”. Hum. Ok. Estava fácil demais. Vamos lá de novo. Era muito mais perto da minha casa. Mas até que o fluxo da marginal colaborou e não tardamos a chegar no pátio correto. Entramos. Fui me informar. “Você não é a proprietária?”. “Não, mas já sei, vou fazer a procuração pra retirar o carro”, respondi com impaciência, “só que agora preciso resgatar as árvores de dentro do carro senão elas vão morrer. É imperativo que eu saia daqui com elas. Imagina, nessa chuva, como elas devem ter ficado abafadas lá dentro”. “Ah, a senhora é a dona do carro cheio de plantas! Peraí… Psit”, o funcionário chama o outro. “Leva ela lá no carro das plantas”.

Acompanhei-o até lá. “Foi na Vila Madalena, né?”, me perguntou. “Foi, do lado da minha casa”. “É… só nesse pátio aqui chegaram hoje mais de 20 carros da Vila”. “É, tem alguma coisa errada com a CET se esse é o caso, você não acha?”. Ele não me respondeu. Talvez não pudesse dizer que concordava. Fiquei olhando o pátio lotado. Centenas de carros. Perguntei se era sempre lotado assim. “Sempre. E a maioria aqui é abandonado, ninguém aparece pra buscar”. “E aí?”. “Aí vai a leilão público”. Carrões. BMW, Mercedes. Impressionante. “Por que são abandonados?”, perguntei com ingenuidade. “Muitas vezes porque estão cheios de dívidas, multas. Não vale a pena.” Chegamos a meu Volkswagen e fizemos a transferência de mudas de um carro pra outro sob o olhar vigilante e comentários anti-carnavalescos do funcionário. Ignoramos ele. Agradecemos e saímos às pressas para o Teatro.

Uma vez lá, com menos atraso do que se supunha, descarregamos as mudas sob protestos do porteiro do estacionamento ao lado e ainda chegamos a tempo do ensaio aberto do bloco. Na semana seguinte tudo se resolveria, e as mudas de Pau-Brasil sobreviveriam. Mas ali, naquela sexta à noite, só duas horas tocando tamborim pra espantar toda essa urucubaca. Foi o que fiz e funcionou.

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Mercado de Flores. Foto: Divulgação Ceagesp.

Fungar vs. Assoar

Fungar vs. Assoar

Esse texto foi publicado na revista “Viagem e Turismo”, de março de 2016.

Universidade Antropófaga 2015 Teatro Oficina


All photos/todas as fotos

Photos @ Teatro Oficina, august-september 2015

Onde comprar o livro “Só sei que foi assim”? Aqui!

Livro_Tira

Pontos de venda:
Outras Palavras
Livraria Cultura

Ebook: Editora Ficções | Livraria Saraiva

Lançamento em RJ, SP e JF do livro “Só sei que foi assim”

Convite_JF_2Convite_RIOLivro_Convite_SP Livro_Convite   Confirme sua presença no evento do facebook.

“Só sei que foi assim”, save the date: 31/7/14

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Olá!

é com um misto de satisfação, alívio e esperança que envio a todos – por enquanto – apenas o save the date para o lançamento de meu primeiro livro:

Só Sei Que Foi Assim.

Reservem esta data e planeje para, se possível, estarem em Juiz de Fora, MG onde será a celebração.

31 de julho de 2014
às 19h30, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas

Por favor, compartilhem livremente este save the date com quem e da forma que desejarem! Facebook, twitter, email, correios, manifestação pública, meditação transcendental, fofoca ou tatuagem. Toda forma de comunicação vale a pena!

Como eu não sou ativa em nenhuma rede social, dependo de vocês para me ajudarem a divulgar!

Ainda falta um tempinho, mas para quem terá que se deslocar até Minas Gerais para o lançamento, como eu mesma, é bom um pouquinho de antecedência.

Espero ver vocês, suas famílias e seus amigos lá!

Um beijo agradecido,

Maria Bitarello

Double snapshots

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Anahi @ Ibitipoca, MG, Brasil/2013

 

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Dad @ home, Juiz de Fora, MG, Brasil/2013

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Grandma’s @ Juiz de Fora, MG, Brasil/2013

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My old bedroom’s double view from window @ Juiz de Fora, MG, Brasil/2013

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Logo-Land @ Juiz de Fora, MG, Brasil/2013

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Concrete @ São Paulo, SP, Brasil/2013

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My garden @ Vila Madalena, São Paulo, SP, Brasil/2013

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Laura and Snacks @ Ibitipoca, MG, Brasil/2012

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Laura in Stripes @ Ibitipoca, MG, Brasil/2012

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Ghost horses @ Ibitipoca, MG, Brasil/2012

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Zuzu & Thi @ Pedro’s place, Rio de Janeiro, RJ, Brasil/2012

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Tcheco e Joca @ Rio de Janeiro, RJ, Brasil/2012

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Mercado Municipal/Estação da Luz @ São Paulo, SP, Brasil/2011

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Dutty and view @ Vila Madalena, São Paulo, SP, Brasil/2011

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Habib’s over Paraibuna @ Minas Gerais, Brasil/2011

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Vila Madalena, São Paulo, SP, Brasil/2011

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Artist over water @ Pont des Arts, Paris, France/2011

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Maria & Anahi @ Pont des Arts, Paris, France/2011

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Minas Gerais, Brasil/2011

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Minas Gerais, Brasil/2011

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Diaraye, Quai-de-Seine, Paris, France/2011

The kindness of strangers…

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Menina Vânia, Portugal @ O Porto, Portugal

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Café a Brazileira @ Braga, Portugal

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Rodrigo, Brasil @ Braga, Portugal

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Cândida, Portugal @ Goães, Portugal

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Moysés, Portugal @ Goães, Portugal

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Luis, Portugal @ Rubiães, Portugal

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Carlos, Portugal @ Cossourado, Portugal

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Rio Minho
Valença do Minho, Portugal / Tui, España

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Rio Minho
La frontera

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Gerry, England @ Tui, España

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Iryna, Ukraine @ Redondela, España

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Andy and Lauren, USA @ Redondela, España

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Diana, USA @ Pontevedra, España

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Christine and Maureen, England @ Pontevedra, España

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Campanário del Monasterio de Herbón, España

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Monasterio de Herbón, España

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Claustro del Monasterio de Herbón, España

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Vincent, France @ Monasterio de Herbón, España

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Vincent, France @ Monasterio de Herbón, España

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João, Portugal @ Monasterio de Herbón, España

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Paco, el hospitalero del Monasterio de Herbón, España

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Marja, Netherlands @ Padrón, España

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Antoine, Netherlands @ Padrón, España

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Maureen, England @ Pórtico del Perdón de Santiago de Compostela

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Christine, England @ Pórtico del Perdón de Santiago de Compostela

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Eládio, España @ Pórtico del Perdón de Santiago de Compostela

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La Basilica de Santiago de Compostela, España

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Me @ Santiago de Compostela, España

Photos taken on the Camiño de Santiago de Compostela, between Braga, Portugal, and Santiago, España, from june 2nd to june 11th 2013.

Thank you to everyone who let me photograph them.
Thank you to everyone I crossed paths with.
Thank you to all.

Thank you.