Opening track to the album “Verões”, by duplodeck.
Released by Pug Records in 2014.
Original video “The Awakening of Annie”, by Zygmunt Sulistrowski.
Creation and editing by Pedro Salim.
Opening track to the album “Verões”, by duplodeck.
Released by Pug Records in 2014.
Original video “The Awakening of Annie”, by Zygmunt Sulistrowski.
Creation and editing by Pedro Salim.
Tão longe, tão perto
Tão dúbio, tão certo
Fechado e aberto
Vazio, (in)completo
Licor e piano
Mutantes e Caetano
Cigarro com café
E palavras e gestos e risos e fé
No tempo, no vento
No riso, no risco
No amor, na dor, na cor, no que for
Fé em Má e em Rô
Tão perto, tão certo
Tão perto, aperta
Tão longe é incerto
Tão súbito, desperta
É mesmo frágil, pois que livre e leve
Tão solto que afina como desafina
Algo que não se mede, não se pede ou que se negue
Sem você não encontro a rima
De duas – uma e mais uma menina
Por enquanto, é verdade
Já que sem pedras da cidade, da ansiedade, da vontade, da vaidade, da idade
Meninas que somos, meninas que fomos
Temos a amizade, a liberdade, a cumplicidade, a saudade
Created, written and directed by Alfredo Brant.
« Todo tempo é susceptível de virar um tempo sagrado;
a todo momento, a duração pode ser transmudada em eternidade. »
« In illo tempore, nos tempos míticos, tudo era possível. »
Mircea Eliade
A repetição do cotidiano, massacrante a princípio, sublima, pelo cansaço, seus agentes. Gestos e saudações que repetem, ao infinito, o ato criador, a origem da aldeia, da tribo, do mundo. Aldeia : centro do mundo. No ato de cozinhar, de cantar, de reverenciar está sempre, por detrás, o gesto original e criador : o gesto mesmo do divino, que se atualiza no presente através do homem, trazendo o tempo sagrado, o tempo do mito para o tempo profano a qualquer momento, sem aviso, sem censura. Não é só no rito que o tempo sagrado se regenera, mas todos os dias, de novo, e de novo, e de novo.
As crianças, assim que saem das costas das mães, andam em bando, uma comunidade de infantes que garantem eles próprios seus cuidados. A princípio nus, depois vestidos; primeiro dormindo nas costas da mãe, depois na da irmã ou prima ou vizinha ou nenhuma delas, por fim andando, correndo. As mulheres estão sempre a trabalhar, costas arqueadas em direção ao chão, na limpeza, na cozinha, incessantes e incansáveis provedoras que buscam água, acendem o fogo. Os homens agraciam-se, uns aos outros, com o carinho e o toque que não se vê entre um homem e uma mulher, um homem e suas mulheres. Observam, da sombra. Homens que são.
Na perfeita ordem do universo, que do caos de suas partículas restabelece o sentido, elimina o sobressalente, realinha os elementos. Caos, como um átomo visto de fora, elétrons a se chocarem, um centro nuclear inatingível, e a energia entre os dois. Alguns elétrons que são bombardeados para fora da unidade, nucléolos em explosão, convulsão, catarse. O som percussivo pulsa, bate, ataca, repele, seduz, conduz, alucina, sublima. Cala.
Desfaz-se o centro, dissipa-se a energia. E de repente o caos parecia muito mais coreografado que a apatia que se segue, olhares que voltam-se uns para os outros, tambores silenciosos, corpos sem espasmos, poeira assentada, Céu e Terra desgarrados. A energia – puf! – sumiu, não está mais ali. Está em todo lugar, está em outro lugar. A vivência do divino é tão real quanto a terra vermelha embaixo das unhas. Vivência para uns, testemunho para outros. Como foi ontem e será amanhã, desde sempre, para sempre, como sempre, não se conta o tempo. Há quem esteja, mas aqui é.
Kétou é o centro do mundo.
Photographed in Kétou, Benin, in January 2009.
Photos by
Maria Bitarello and Fábio Nascimento.
Texto: Maria Bitarello
A film by Nuno Aires.
Sound by Camille Barrât.
Exhibition at Galérie Goutte de Terre,
in Paris, in the spring of 2011.


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Olá!
é com um misto de satisfação, alívio e esperança que envio a todos – por enquanto – apenas o save the date para o lançamento de meu primeiro livro:
Só Sei Que Foi Assim.
Reservem esta data e planeje para, se possível, estarem em Juiz de Fora, MG onde será a celebração.
31 de julho de 2014
às 19h30, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas
Por favor, compartilhem livremente este save the date com quem e da forma que desejarem! Facebook, twitter, email, correios, manifestação pública, meditação transcendental, fofoca ou tatuagem. Toda forma de comunicação vale a pena!
Como eu não sou ativa em nenhuma rede social, dependo de vocês para me ajudarem a divulgar!
Ainda falta um tempinho, mas para quem terá que se deslocar até Minas Gerais para o lançamento, como eu mesma, é bom um pouquinho de antecedência.
Espero ver vocês, suas famílias e seus amigos lá!
Um beijo agradecido,
Maria Bitarello